A ALACRIDADE DA INVERNIA.
A ALACRIDADE DA
INVERNIA:
Para Mário de Andrade:
Dores sem nexo
É tudo aquilo que sinto...
A luz excessiva
Desmancha a carícia
Dos objetos
Que na penumbra
São como uma gravura
De Morandi.
Num sono exausto
Eu repouso...
Será que os homens morrerão
Antes do tempo da velhice?
Nesta noite de barulhos espaçados
Passam homens encharcados
Perdidos numa solidão sem fim...
Como eu mesmo
Passam melancólicos
Enquanto a chuva vai cessando
Num sorriso de garoa cor de cinza...
E tudo o que penso agora
Na alacridade da invernia
é que o passado atrapalha
Os meus caminhos.
Eu abraço os espaços vazios
Plenos de ecos estridentes
E estalidos de desejos
E um espanto ignaro me atravessa.
Sou eu então agora aqui comigo mesmo.
Para Mário de Andrade:
Dores sem nexo
É tudo aquilo que sinto...
A luz excessiva
Desmancha a carícia
Dos objetos
Que na penumbra
São como uma gravura
De Morandi.
Num sono exausto
Eu repouso...
Será que os homens morrerão
Antes do tempo da velhice?
Nesta noite de barulhos espaçados
Passam homens encharcados
Perdidos numa solidão sem fim...
Como eu mesmo
Passam melancólicos
Enquanto a chuva vai cessando
Num sorriso de garoa cor de cinza...
E tudo o que penso agora
Na alacridade da invernia
é que o passado atrapalha
Os meus caminhos.
Eu abraço os espaços vazios
Plenos de ecos estridentes
E estalidos de desejos
E um espanto ignaro me atravessa.
Sou eu então agora aqui comigo mesmo.
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