DIÁRIO DE AREIA.
DIÁRIO DE AREIA: (Retrato do Artista Quando Jovem)
INTRODUÇÃO:
1.
Saudade é coisa de momento,
Espaço de luz perdido no tempo...
Saudade é vontade de encontrar
O que no tempo ficou atrás...
Perdido feito uma sombra na escuridão
Nos olhos de uma pessoa na multidão...
Saudade faz parte da dor,
É uma cicatriz que ficou...
2.
Procurar teus olhos
Nas profundezas do mar...
Voar como um pássaro
No infinito do céu...
Brilho de estrela
Lua de mel
Pipa no ar
Solta no vento
A juventude
E seus eventos
Coisas do tempo
Que passa...
3.
Paixão des-medida
Indeterminada...
Água minada do veio da terra...
Folhas des-clorofiladas
No chão de outono...
Raios de sol minguando
Rasto de lua
No céu da tarde...
Procurar teus olhos
Nas profundezas do mar...
Voar como um pássaro
No infinito do céu...
Brilho de estrela
Lua de mel
Pipa no ar
Solta no vento
A juventude
E seus eventos
Coisas do tempo
Que passa...
3.
Paixão des-medida
Indeterminada...
Água minada do veio da terra...
Folhas des-clorofiladas
No chão de outono...
Raios de sol minguando
Rasto de lua
No céu da tarde...
I
Portas se abrem para o abismo
Há apenas uma fresta
Da onde posso vislumbrar o mundo...
Notícias invadem a minha casa
Lá fora transitam pessoas
Por antenas e fios condutores
Os meus pensamentos flutuam...
O canto de pássaros cativos
Ressoam
De dentro dos livros...
Revirei páginas e gavetas
Nos arquivos da minha vida
Tracei hieróglifos herméticos
Sobre cadernos antigos...
Abri as venezianas
Que me ocultavam os dias
Dois sóis amarelos
Em horizontes distintos
Cegaram
A minha vista...
Portas se abrem para o abismo
Há apenas uma fresta
Da onde posso vislumbrar o mundo...
Notícias invadem a minha casa
Lá fora transitam pessoas
Por antenas e fios condutores
Os meus pensamentos flutuam...
O canto de pássaros cativos
Ressoam
De dentro dos livros...
Revirei páginas e gavetas
Nos arquivos da minha vida
Tracei hieróglifos herméticos
Sobre cadernos antigos...
Abri as venezianas
Que me ocultavam os dias
Dois sóis amarelos
Em horizontes distintos
Cegaram
A minha vista...
II
(à Pond)
O poeta
Na jaula de gorilas
Convalescia
A olhar o horizonte
Por detrás das grades
Enquanto
Homens uniformizados
Julgavam o destino do mundo...
Juntava palavras
Da mesma forma
Com que recolhia conchas,
Compunha poemas com detritos
Que iam dar na praia...
Navegou por mares e oceanos,
A traduzir livros antigos,
A dar vida ao que havia sido morto...
Esquecido e ignorado
Com o passar dos anos
Soou seus Cantos por mares e terras
Sem se incomodar
Com a incompreensão dos homens...
Literatura
Renovada a cada leitura,
Nos jogos da memória
Palavras antigas que se renovam...
(à Pond)
O poeta
Na jaula de gorilas
Convalescia
A olhar o horizonte
Por detrás das grades
Enquanto
Homens uniformizados
Julgavam o destino do mundo...
Juntava palavras
Da mesma forma
Com que recolhia conchas,
Compunha poemas com detritos
Que iam dar na praia...
Navegou por mares e oceanos,
A traduzir livros antigos,
A dar vida ao que havia sido morto...
Esquecido e ignorado
Com o passar dos anos
Soou seus Cantos por mares e terras
Sem se incomodar
Com a incompreensão dos homens...
Literatura
Renovada a cada leitura,
Nos jogos da memória
Palavras antigas que se renovam...
III
1-A bagana na mesa
O sorriso amarelo
O cinzeiro tá cheio
O rádio ligado
Um molho de chaves
Duas bananas
E
Três laranjas
Sobre a fruteira...
A porta aberta
O vento entrando
Lá fora há gritos
O som da
Rádio Patrulha...
Um gato mia
A lua é cheia...
(Não dá bandeira!)
Amanhã é domingo
Dia de feira
E no almoço
Macarronada...
2-Espelho
Cinzeiro
Bule
Toalha
Copo de requeijão cremoso
Sombrinha azul
Com flores brancas
Bolsa preta
Vinagre em baixo da pia
Detergente azul cobalto
Biodegradável
A luz
Demasiadamente amarela
Da cozinha
O pacote de bolacha salgada
A granel
Esquecido do café com leite
O vaso de vidro
Inútil
Sobre a toalha verde...
1-A bagana na mesa
O sorriso amarelo
O cinzeiro tá cheio
O rádio ligado
Um molho de chaves
Duas bananas
E
Três laranjas
Sobre a fruteira...
A porta aberta
O vento entrando
Lá fora há gritos
O som da
Rádio Patrulha...
Um gato mia
A lua é cheia...
(Não dá bandeira!)
Amanhã é domingo
Dia de feira
E no almoço
Macarronada...
2-Espelho
Cinzeiro
Bule
Toalha
Copo de requeijão cremoso
Sombrinha azul
Com flores brancas
Bolsa preta
Vinagre em baixo da pia
Detergente azul cobalto
Biodegradável
A luz
Demasiadamente amarela
Da cozinha
O pacote de bolacha salgada
A granel
Esquecido do café com leite
O vaso de vidro
Inútil
Sobre a toalha verde...
IV
1.Av. Angélica.
A janela do décimo oitavo
Dá de frente pro horizonte...
Paisagem urbana
Aglomerado de concreto...
Vai chover...
Os pingos aqui de cima
São mais densos
Mais pesados...
Pela janela
Jogo
Todo o meu passado...
Meu nome
Num papel
Ras
ga
do
Que flutua
até
o
asfalto...
2.Hoje
Dia de teste
Pessoas circulam
Nos corredores
Amadores
Cada qual com sua visão
Do mundo-cão em que vivemos
Máscaras desenhadas nos espelhos...
Pesadelos?
Sonhos de verão?
Shakespeare?
Todos num só ato
Num só prato...
Palavras esvoaçam no jardim
À espera da deixa...
- Qual é mesmo o meu texto?
1.Av. Angélica.
A janela do décimo oitavo
Dá de frente pro horizonte...
Paisagem urbana
Aglomerado de concreto...
Vai chover...
Os pingos aqui de cima
São mais densos
Mais pesados...
Pela janela
Jogo
Todo o meu passado...
Meu nome
Num papel
Ras
ga
do
Que flutua
até
o
asfalto...
2.Hoje
Dia de teste
Pessoas circulam
Nos corredores
Amadores
Cada qual com sua visão
Do mundo-cão em que vivemos
Máscaras desenhadas nos espelhos...
Pesadelos?
Sonhos de verão?
Shakespeare?
Todos num só ato
Num só prato...
Palavras esvoaçam no jardim
À espera da deixa...
- Qual é mesmo o meu texto?
V
Para: Torquato.
1- Nas desavenças do mundo
Percorri meus passos
Vaguei em noites de insônia
Me desfiz em pedaços...
Nos estilhaços dos dias
Sujei as minhas mãos de sangue
Travei duras batalhas
Em manhãs sombrias
Naveguei por rios congestionados
E por nuvens de fuligem
Na vertigem do dia...
2- Por onde vou
Eu não sei...
Rumo
Há qualquer hemisfério
Transpondo Oceanos
Talvez
De insondáveis mistérios...
Sei que caminho
Em direção a morte
Que é o destino perfeito
Não é azar
Nem é sorte...
Para: Torquato.
1- Nas desavenças do mundo
Percorri meus passos
Vaguei em noites de insônia
Me desfiz em pedaços...
Nos estilhaços dos dias
Sujei as minhas mãos de sangue
Travei duras batalhas
Em manhãs sombrias
Naveguei por rios congestionados
E por nuvens de fuligem
Na vertigem do dia...
2- Por onde vou
Eu não sei...
Rumo
Há qualquer hemisfério
Transpondo Oceanos
Talvez
De insondáveis mistérios...
Sei que caminho
Em direção a morte
Que é o destino perfeito
Não é azar
Nem é sorte...
VI
POÉTICA:
Poeta amador
Não é aluno
Nem professor.
É Ser Humano
Não é robô.
Não com puta-NADA
No com puta-DOR.
E muito menos usa desperta-DOR.
Não é profeta, nem é filósofo,
Só esquenta a cabeça
Palito de fósforo.
Passa o dia à toa
À toa...
Que a vida é boa!
É boa!
No meio da noite desperta,
Aperta a caneta na caderneta,
Desenha
Nas pautas
A sua letra...
Escreve poemas a qualquer hora,
Que não tem hora para escrever,
Que ser poeta não tem escolha,
Fazer poesia não tem querer!
POÉTICA:
Poeta amador
Não é aluno
Nem professor.
É Ser Humano
Não é robô.
Não com puta-NADA
No com puta-DOR.
E muito menos usa desperta-DOR.
Não é profeta, nem é filósofo,
Só esquenta a cabeça
Palito de fósforo.
Passa o dia à toa
À toa...
Que a vida é boa!
É boa!
No meio da noite desperta,
Aperta a caneta na caderneta,
Desenha
Nas pautas
A sua letra...
Escreve poemas a qualquer hora,
Que não tem hora para escrever,
Que ser poeta não tem escolha,
Fazer poesia não tem querer!
VII
POÉTICA 2:
Os meus erros
Pago eu
Com penitência e solidão
Que o destino fez-me artista,
Poeta de coração.
Nunca terei mansão,
Talvez nem mesmo o dinheiro da condução...
O ofício de poeta de certo - Dizem (calúnia)
Não cansa o corpo,
Não cansa os braços,
Nem cansa as mãos.
Mas desgasta muito o coração.
Que eu morra de enfarte!
A poesia fica,
O poeta parte...
Poesia não tem fim,
O poeta sim...
FIM.
POÉTICA 2:
Os meus erros
Pago eu
Com penitência e solidão
Que o destino fez-me artista,
Poeta de coração.
Nunca terei mansão,
Talvez nem mesmo o dinheiro da condução...
O ofício de poeta de certo - Dizem (calúnia)
Não cansa o corpo,
Não cansa os braços,
Nem cansa as mãos.
Mas desgasta muito o coração.
Que eu morra de enfarte!
A poesia fica,
O poeta parte...
Poesia não tem fim,
O poeta sim...
FIM.
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