MANIFESTO DO ATOR-PERFORMER.
MANIFESTO DO ATOR-PERFORMER:
No teatro que proponho é o ator que tem o domínio da cena. Ele constrói ou escolhe pessoalmente o texto, ele elabora o roteiro da encenação, assim também como é ele quem escolhe os materiais de confecção e a forma de atuação.
Este ator não está submisso ao texto, mas o compreende em profundidade, é capaz de fazer a transição do texto literário para a cena teatral. Também não está submisso a um diretor, constrói suas próprias diretrizes, tem a consciência do espaço que ocupa e trabalha em cooperação, mas não anula sua individualidade.
Atua com e para o público. Possui o domínio conceitual do espetáculo, sabe o “como” e o “porque”. É um ator-dramaturgo-encenador, portanto um Performer por excelência.
É um ator que estuda, lê e pesquisa. Não é necessário que ele seja virtuoso, mas que tenha disponibilidade e pré-disposição e esteja preparado para o novo. Constrói o seu próprio vocabulário expressivo e é capaz de compartilhá-lo com o público e com os seus companheiros de cena.
Este ator não é parte de uma engrenagem, mas o construtor da engrenagem. É ele que impulsiona a cena a partir dos seus próprios recursos físicos e intelectual, com consciência dos seus limites e sempre pronto para superá-los, não por meio de um exibicionismo, mas por uma profunda necessidade e expressar-se e comunicar-se com o outro e com o público. Isto não se dá de forma unilateral, com a arrogância de quem crê que doa algo, mas com a ciência de quem estabelece uma comunhão e de quem expõe não apenas um texto ou uma personagem, mas a sua própria ação em vida.
Para isso é necessário que este ator possua uma identificação profunda para com a personagem ou para com o texto que interpreta ou representa e ao mesmo tempo um distanciamento crítico, sendo, portanto sujeito e objeto, ator e espectador da sua performance.
Este ator não deve ter apego aos recursos mais sofisticados do teatro, pois ele trabalha com base na sua atuação, e no caso do uso de tais recursos deve ser econômico, usando-os unicamente por uma necessidade real e essencial da cena e nunca por um mero arranjo estético.
Não é um ator santo e nem um ator sacerdote, não faz parte de nenhuma ordem secreta, hermética ou fechada, não é parte de nenhum grupo de elite comandado por um diretor. É um cidadão comum e um artista.
Possui interesse por todas as artes, assim como se relaciona com todas elas, pois isso é necessário para a construção da sua poética e para que tenha alguma relevância social
É um ator que escolhe o que faz e não apenas cumpre uma função ou um papel. Não é um consumidor de técnicas de interpretação, por isso precisa dizer não ao fácil, ao glamour e a imagem de sucesso imposta pela mídia.
É um ator que busca um reconhecimento justo, que é o de realizar o seu trabalho de forma ética e atingir o maior número possível de pessoas no desejo de uma transformação social, onde todos tenham acesso a informação e uma vida digna.
Gabriel Arcanjo Rodrigues.
No teatro que proponho é o ator que tem o domínio da cena. Ele constrói ou escolhe pessoalmente o texto, ele elabora o roteiro da encenação, assim também como é ele quem escolhe os materiais de confecção e a forma de atuação.
Este ator não está submisso ao texto, mas o compreende em profundidade, é capaz de fazer a transição do texto literário para a cena teatral. Também não está submisso a um diretor, constrói suas próprias diretrizes, tem a consciência do espaço que ocupa e trabalha em cooperação, mas não anula sua individualidade.
Atua com e para o público. Possui o domínio conceitual do espetáculo, sabe o “como” e o “porque”. É um ator-dramaturgo-encenador, portanto um Performer por excelência.
É um ator que estuda, lê e pesquisa. Não é necessário que ele seja virtuoso, mas que tenha disponibilidade e pré-disposição e esteja preparado para o novo. Constrói o seu próprio vocabulário expressivo e é capaz de compartilhá-lo com o público e com os seus companheiros de cena.
Este ator não é parte de uma engrenagem, mas o construtor da engrenagem. É ele que impulsiona a cena a partir dos seus próprios recursos físicos e intelectual, com consciência dos seus limites e sempre pronto para superá-los, não por meio de um exibicionismo, mas por uma profunda necessidade e expressar-se e comunicar-se com o outro e com o público. Isto não se dá de forma unilateral, com a arrogância de quem crê que doa algo, mas com a ciência de quem estabelece uma comunhão e de quem expõe não apenas um texto ou uma personagem, mas a sua própria ação em vida.
Para isso é necessário que este ator possua uma identificação profunda para com a personagem ou para com o texto que interpreta ou representa e ao mesmo tempo um distanciamento crítico, sendo, portanto sujeito e objeto, ator e espectador da sua performance.
Este ator não deve ter apego aos recursos mais sofisticados do teatro, pois ele trabalha com base na sua atuação, e no caso do uso de tais recursos deve ser econômico, usando-os unicamente por uma necessidade real e essencial da cena e nunca por um mero arranjo estético.
Não é um ator santo e nem um ator sacerdote, não faz parte de nenhuma ordem secreta, hermética ou fechada, não é parte de nenhum grupo de elite comandado por um diretor. É um cidadão comum e um artista.
Possui interesse por todas as artes, assim como se relaciona com todas elas, pois isso é necessário para a construção da sua poética e para que tenha alguma relevância social
É um ator que escolhe o que faz e não apenas cumpre uma função ou um papel. Não é um consumidor de técnicas de interpretação, por isso precisa dizer não ao fácil, ao glamour e a imagem de sucesso imposta pela mídia.
É um ator que busca um reconhecimento justo, que é o de realizar o seu trabalho de forma ética e atingir o maior número possível de pessoas no desejo de uma transformação social, onde todos tenham acesso a informação e uma vida digna.
Gabriel Arcanjo Rodrigues.
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