O ENGENHEIRO METAFÍSICO.
O ENGENHEIRO METAFÍSICO (ou PARA LER E ESCREVER O MUNDO)
Texto 7:
Sétimo ano de exílio. Londres, Inglaterra. 15 de Novembro de 1974.
Minha infância perdida
Num nevoeiro
Atravessa as paredes brancas
Do meu quarto real...
E quantas coisas
Temos por justas e certas
Em nossos sonhos...
Quantas coisas belas
No levantar do corpo sonolento
Não almejamos
Que se dissipam
Como nuvens,
Que se desmancham
Como castelos seculares de areia?
E através de tudo
Um silvo de angústia nua
Atravessa a minha alma
Por detrás de um devaneio
Fundo e inútil...
No escuro do mundo
Ressoa um tumulto
Disperso e despido de tudo
E enegrecem mais ainda
A minha alma...
Nuvens... Sempre nuvens...
Pairam sobre a minha cabeça...
E que desassossego que sinto...
Que desconforto interminável
É este jogo absurdo
Da vida que se finda,
Que se dissipa sem sentido,
Confusamente
Entre sensações intransmissíveis...
Estou farto de mim...
Estou farto de tudo...
Farrapos indescritíveis do tédio,
Névoa condensada
De cores ausentes...
Nuvens escurecendo negras,
Ficções, intervalos e descaminhos
Continuam passando
Entre os ruídos da Terra
E o silêncio do céu
Num alongamento descontínuo
De ameaças baças trovejando...
Sétimo ano de exílio. Londres, Inglaterra. 15 de Novembro de 1974.
Minha infância perdida
Num nevoeiro
Atravessa as paredes brancas
Do meu quarto real...
E quantas coisas
Temos por justas e certas
Em nossos sonhos...
Quantas coisas belas
No levantar do corpo sonolento
Não almejamos
Que se dissipam
Como nuvens,
Que se desmancham
Como castelos seculares de areia?
E através de tudo
Um silvo de angústia nua
Atravessa a minha alma
Por detrás de um devaneio
Fundo e inútil...
No escuro do mundo
Ressoa um tumulto
Disperso e despido de tudo
E enegrecem mais ainda
A minha alma...
Nuvens... Sempre nuvens...
Pairam sobre a minha cabeça...
E que desassossego que sinto...
Que desconforto interminável
É este jogo absurdo
Da vida que se finda,
Que se dissipa sem sentido,
Confusamente
Entre sensações intransmissíveis...
Estou farto de mim...
Estou farto de tudo...
Farrapos indescritíveis do tédio,
Névoa condensada
De cores ausentes...
Nuvens escurecendo negras,
Ficções, intervalos e descaminhos
Continuam passando
Entre os ruídos da Terra
E o silêncio do céu
Num alongamento descontínuo
De ameaças baças trovejando...

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