PAISAGENS/MIRAGENS E RITOS DE PASSAGEM.



PAISAGENS/MIRAGENS E RITOS DE PASSAGEM

III

ALVORADA:

1.

Não me afogarei mais
Nas palavras
Condensadas no leito.
Sim, os meus versos são imperfeitos
Mais que perfeitos.
E tudo neste mundo é passageiro,
Ligeiro...

Mato a minha sede na noite
Donde regressam as coisas ocultas,
Mas não vou mais me sufocar nas palavras
Nem tampouco me trancar no silêncio.

Quero nadar contra a corrente
Deste mar de palavras cruas, frias e nuas
Que não nos levam pra frente,
Por isso nado contra a corrente.

Quero bordar o meu coração
Com linhas d'água
Na alvorada dos sentidos,
Sabendo que tudo passa,
Tudo finda... Tudo acaba...

2.

Quão bom e agradável
É estar aqui
Conectado
A esta vibração positiva
E saber
Que só o amor nos salva
Mesmo das desilusões da vida
E que a consciência
É uma estrada
Não de toda percorrida
E que a vivência
É o destino
Que se constrói no dia a dia
E que nada é determinado
Como se diz
E tudo é eterno
E infinito
E que toda história
É uma história de vida
E que os momentos de conflitos passam
Assim como os momentos de alegria
Porque tudo passa
Mas nada termina
De fato
Porque o amor é profundo
E tudo continua...

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